Rejanny Braga: a pata do Leão nas costas da “Perla de Rildo”

Imagem gerada por IA

Quem imaginou que a travessia de Rildo Amaral (PP) para o palanque de Eduardo Braide (PSD) seria sem custo político errou a conta.

A primeira fatura chegou rápido.

Apresentada por André Fufuca como sua primeira suplente ao Senado, Perla Amaral (UB) encontrou forte resistência dentro da própria Federação União Progressista ( União Brasil/PP). E a principal voz desse movimento teve nome e sobrenome: Rejanny Braga.

Aliada do Palácio dos Leões e integrante do União Brasil, Rejanny atuou nos bastidores para impedir que a legenda avalizasse o nome de Perla. A pressão foi tão grande que o partido chegou a montar uma chapa própria para o Senado, com Marquinhos Silva como candidato, Rejanny Braga na primeira suplência e Chico do União na segunda.

O recado era claro: a federação não aceitaria a indicação de Perla.

A movimentação colocou André Fufuca contra a parede. Para não perder o apoio da federação ao seu projeto de disputar o Senado, ele foi obrigado a recuar, abandonar o compromisso firmado com Rildo Amaral e correr contra o tempo para montar uma nova chapa de suplentes. A solução veio com um acordo envolvendo o PSDB, evitando um desgaste ainda maior para sua candidatura.

Quem pagou a conta mais alta, porém, foi Rildo Amaral. Além de ver frustrado o projeto de colocar a esposa na primeira suplência ao Senado, também assistiu ao irmão, Flamarion Amaral, ficar sem espaço para disputar uma vaga de deputado estadual. O PV decidiu lançar apenas chapa para deputado federal, inviabilizando sua candidatura à Assembleia Legislativa.

Em poucos dias, o grupo político de Rildo acumulou dois reveses importantes. Fufuca foi obrigado a correr para reorganizar sua chapa e preservar seu projeto eleitoral. Já Rildo ficou sem a vaga da esposa e sem a candidatura do irmão.

A conta política da ruptura com Carlos Brandão começou a chegar. E, até aqui, quem mais sentiu o peso dessa decisão foi Rildo Amaral.

A pata do Leão deixou marcas.

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