
A presença de dois médicos com histórico criminal no Hospital da Criança Odorico Amaral de Matos levanta novos questionamentos sobre os critérios adotados pela gestão da unidade.
Um dos casos é o de José Ferreira de Castro, que se apresenta como neuropediatra sob o nome de José Castro. Segundo o Conselho Regional de Medicina, ele não possui registro nessa especialidade. Em 2025, foi preso em flagrante por suspeita de assédio sexual contra uma mulher em Itapecuru-Mirim. Atualmente, responde ao processo em liberdade provisória e segue atuando no Hospital da Criança.
O outro caso envolve a médica Naira Vasconcelos. Apesar de se apresentar nas redes sociais como especialista em UTI Neonatal, o CRM informa que ela não possui essa especialização registrada. Em 2026, ela foi presa em flagrante por tentativa de homicídio contra uma adolescente, processo que ainda aguarda julgamento. Durante o período em que esteve presa, passou por internações psiquiátricas.
Mesmo utilizando tornozeleira eletrônica, Naira voltou a cumprir plantões na UTI do Hospital da Criança. Na primeira semana de julho, publicou documentos sigilosos de pacientes da unidade, fato que também é alvo de questionamentos.
Os dois casos reforçam dúvidas sobre os mecanismos de contratação e fiscalização adotados pela Prefeitura de São Luís, pela Secretaria Municipal de Saúde e pela empresa IBMED, responsável pela gestão das UTIs da unidade.












