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Força-tarefa combate fraudes previdenciárias no MA e CE com prejuízo de R$ 670 mil ao INSS

Força-tarefa cumpre mandados no MA e CE e investiga esquema que teria causado prejuízo de R$ 670 mil ao INSS, com potencial economia de R$ 4,1 milhões com a suspensão de benefícios indevidos.

São Luís/MA – A Força-Tarefa Previdenciária deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29/4), a operação Dolo Rural, com o objetivo de reprimir crimes contra o sistema previdenciário.

A ação foi conduzida pela Polícia Federal no Estado do Maranhão, com a participação da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), do Ministério da Previdência Social (MPS), e da Coordenação-Geral de Apuração e Cobrança Administrativa de Benefícios (CGACB/INSS).

Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão por 31 policiais federais, nas residências e nos escritórios profissionais dos investigados, com a presença de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), nas cidades de São Mateus do Maranhão (MA), São Bernardo (MA), Fortaleza (CE), Eusébio (CE) e Baturité (CE).

Foto Reprodução

A Justiça Federal também determinou a adoção de medidas cautelares, como a quebra do sigilo telemático, a quebra dos sigilos bancário e fiscal, além do arresto de bens.

A investigação, iniciada em 2023, identificou a atuação de um esquema criminoso integrado por escritórios de advocacia, responsáveis pela confecção de documentos materialmente e ideologicamente falsos, mediante a utilização de dados de propriedades rurais existentes. Com base nessas informações, teriam sido concedidos indevidamente benefícios previdenciários, tais como aposentadoria por idade, salário-maternidade e pensão por morte.

De acordo com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), o prejuízo estimado com a concessão de 35 benefícios já identificados alcança aproximadamente R$ 670 mil. A economia projetada com a futura suspensão desses benefícios, considerando a expectativa de sobrevida divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pode chegar a R$ 4,1 milhões.

Se confirmadas as suspeitas, os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato majorado contra o INSS, associação criminosa e falsificação de documento público.

 

Vereador enquadra secretária da SMTT por ‘fuga’ de debates e descaso com a mobilidade de São Luís

O vereador Raimundo Penha (PDT) utilizou o pequeno expediente na sessão desta terça-feira (28), na Câmara de São Luís, para cobrar respostas da nova secretária municipal de Trânsito e Transporte, Manuella Oliveira Fernandes, para questões, conforme o parlamentar, levantadas com o objetivo de construir soluções para a mobilidade urbana da capital maranhense.

Entre os pontos abordados por Raimundo Penha está a ausência de nova licitação para o transporte da cidade de São Luís. O parlamentar reforçou que, há pouco mais de um ano, a Câmara aprovou o projeto que considera o descumprimento do contrato vigente e autoriza a Prefeitura a realizar novo certame.

O vereador lamentou ainda a falta de diálogo com a nova gestora da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (SMTT), Manuella Oliveira Fernandes, e fez questionamentos quanto aos chamados “Rapidão” que deixaram de circular na cidade sem qualquer explicação para a população. E citou a inexistência de linha de ônibus na Avenida Quarto Centenário também foram notados e um imbróglio envolvendo o deslocamento de um abrigo no Parque dos Sabiás, além do corte de linha de ônibus na Camboa dos Frades.

“Essa comunidade vai dialogar com quem? Se a secretaria não consegue dialogar com a Câmara, por duas vezes não atendeu à nossa convocação. Se nós não conseguimos encontrar a gestora, será que esse cidadão da Camboa dos Frades, do Parque dos Sabiás ou da Liberdade vai conseguir ser atendido por ela?”, questionou.

Raimundo Penha classificou o sistema de transporte como colapsado e lembrou os prejuízos para mais da metade da população ludovicense que paga pela tarifa e paga pelo subsídio repassado mensalmente. Ele mencionou as constantes intervenções da Justiça e a escassez de dados básicos como, por exemplo, a quantidade de veículos que integram o sistema.

“É necessário que esta Casa aproveite o momento da mudança de gestão, aparentemente, dada ao diálogo com a sociedade, para transformar esse diálogo em situações concretas. Reforço o que disse anteriormente: nunca o transporte esteve tão colapsado e entregue nas mãos dos empresários! Eles estão fazendo do jeito que querem. Esse é o legado da gestão passada e da ausência de diálogo”, finalizou.

Por fim, o parlamentar deixou um apelo aos pares, em especial, ao líder de governo, vereador Dr. Joel (PSD), e à Mesa Diretora a se engajar na causa.

Denúncia aponta “abastecimento fantasma” de combustíveis em Benedito Leite

Prefeito Rodrigo Coelho

O vereador Sodriano Ferreira Sandes protocolou uma representação junto ao Tribunal de Contas do Estado do Maranhão denunciando um possível conflito de interesses na gestão de combustíveis da Prefeitura de Benedito Leite, comandada pelo prefeito Rodrigo Coelho.

O ponto central da denúncia recai sobre o fiscal Alex Sousa Ferraz, designado para fiscalizar quatro contratos simultâneos, apesar de possuir o mesmo sobrenome do Secretário Municipal de Saúde, Alan Sousa Ferraz, que é o responsável por um dos contratos assinados em 2025. Segundo o parlamentar, a coincidência levanta suspeitas de parentesco e violação aos princípios da impessoalidade e moralidade administrativa, uma vez que a lei proíbe a participação de agentes públicos em contratações quando verificada situação de conflito de interesses.

A denúncia aponta ainda que a ausência de controles, como o cadastro da frota, relatórios de quilometragem e notas fiscais por placa, cria um ambiente de alto risco para o abastecimento fantasma. Sem mecanismos que comprovem a entrega efetiva do combustível, o parlamentar alerta para o perigo de pagamentos por produtos nunca fornecidos, prejudicando o erário em contratos que somam 160.860,00.

Além das falhas na fiscalização, o processo licitatório é contestado por ter limitado a disputa a empresas num raio de apenas cinco quilômetros da cidade, o que resultou na contratação de um único fornecedor local, o Posto Andrade. Somam-se a isso irregularidades na pesquisa de preços, que ignorou fontes obrigatórias como a tabela oficial da ANP, e uma superestimação gritante na demanda inicialmente planejada em relação ao volume que foi efetivamente contratado.

Diante dos fatos, o vereador solicitou ao Tribunal uma medida cautelar para suspender os pagamentos e a realização de uma auditoria especial para apurar as responsabilidades do prefeito Rodrigo Coelho, dos secretários e do fiscal envolvido

Justiça cobra ação da Prefeitura de São Luís em área abandonada no Recanto Vinhais

A Justiça determinou  ao Município de São Luís garantir a infraestrutura necessária à construção de muro e calçada do imóvel ou outra medida adequada, nas Ruas Via Láctea e Rua A, no bairro Recanto Vinhais, em São Luís, pela empresa Monterrey Construções e Incorporações, conforme as normas de urbanismo.

A obrigação deve ser cumprida em 180 dias, a contar do recebimento da sentença, conforme a Lei Municipal nº 4.590/2006 e a Lei Municipal nº 6.292/2017, com o auxílio das ABNT NBR 9050 e 16537.

O juiz Douglas de Melo Martins (Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís), é o autor da decisão judicial que constatou, no julgamento da ação, a ausência de solução concreta do problema e a omissão administrativa municipal na execução da política urbana.

CUMPRIMENTO DAS MEDIDAS

Na sentença, o juiz afirmou que o Município de São Luís, embora sustente ter adotado providências como notificações e aplicação de multas à Monterrey Construções e Incorporações, não conseguiu demonstrar o cumprimento dessas medidas.

Segundo informações do processo, a empresa é proprietária de um imóvel localizado entre a Rua Via Láctea e a Rua A, no Bairro Recanto Vinhais, sem função social, e uso especulativo e com desrespeito às normas urbanas.

Essa situação teria contribuído para o descarte de lixo e estímulo à criminalidade, com a conivência e omissão do Município de São Luís. A comunidade local, por meio de um abaixo-assinado com 130 assinaturas denunciou o caso à Justiça.

GARANTIA DE AMBIENTE URBANO ADEQUADO

Na análise da questão, o juiz considerou que a garantia de um ambiente urbano adequado, seguro e saudável é um direito fundamental de toda a coletividade, que impõe deveres tanto aos particulares quanto ao poder público (Município), responsável pela política de desenvolvimento urbano.

Transação judicial realizada entre o Ministério Público e a construtora resultou na obrigação de a empresa construir/reformar o muro e a calçada, mas condicionou a execução da calçada à definição técnica pelo Município de São Luís.

“A omissão do Município na delimitação do greide (medida técnica) e na verificação da infraestrutura necessária é um fator impeditivo para a concretização plena do acordo e, consequentemente, para a regularização urbanística da área, perpetuando o prejuízo à coletividade”, sentenciou o juiz.

PF entra no caso da igreja Shekinah para investigar trabalho escravo em Paço do Lumiar

A operação da Polícia Federal na sede da Shekinah House Church nesta segunda-feira traz uma reviravolta nas investigações sobre o pastor David Gonçalves Silva. O Ministério Público do Trabalho entrou após receber denúncias de que os fiéis eram mantidos em regime de escravidão moderna dentro da instituição. Essa nova frente federal se junta ao inquérito da Polícia Civil que já apura crimes de tortura e abusos sexuais cometidos pelo líder religioso que está preso desde o dia 18.

O esquema funcionava atraindo moradores de rua e pessoas em situação de desamparo que acabavam presas em um sistema de obediência absoluta. As vítimas eram forçadas a trabalhar sem descanso e viviam sob uma vigilância constante que impedia qualquer contato com o mundo fora dos muros da igreja. Para garantir que ninguém saísse da linha o pastor impunha regras rígidas como a separação total entre homens e mulheres e a proibição de conversas não autorizadas.

Os relatos que sustentam a investigação são pesados e descrevem surras com rédeas e longos períodos sem comida como forma de castigo.

Segundo a polícia essa violência física era usada estrategicamente para desestabilizar os frequentadores e facilitar a prática de abusos sexuais especialmente contra os homens. Agora com a chegada da Polícia Federal o foco é desmantelar toda a estrutura de exploração humana que funcionava sob o pretexto de ajuda espiritual em Paço do Lumiar.

Brandão lamenta a morte do prefeito de Vitorino Freire

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O governador do Maranhão, Carlos Brandão, manifestou publicamente seu pesar pelo falecimento do prefeito de Vitorino Freire, Fogoió.

Em suas redes sociais, Brandão destacou a perda de um “gestor amigo e parceiro”, ressaltando que, embora sua partida traga tristeza, o legado de compromisso do prefeito com a população permanecerá.

O governador prestou solidariedade à família, aos amigos e a todo o povo de Vitorino Freire neste momento de luto.

Márcio Hominho oficializa apoio a Aldir Júnior para deputado federal

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Após a decisão do PL de redefinir sua estratégia eleitoral e retirar a candidatura da deputada Detinha para a Câmara Federal, lideranças aliadas do grupo político do deputado Josimar de Maranhãozinho passaram a manifestar apoio ao novo nome escolhido pela legenda: o vereador Aldir Júnior.

Entre os primeiros aliados a declarar apoio publicamente está o prefeito de Bacuri, Márcio Hominho, que apresentou Aldir Júnior como seu  pré-candidato para a disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados. O gesto reforça a articulação política do PL no Maranhão e sinaliza unidade entre prefeitos e lideranças ligadas ao projeto do partido para 2026.

A mudança faz parte de uma reestruturação estratégica articulada pelo PL do Maranhão para as eleições. Com a decisão, Detinha deixa a disputa por uma vaga na Câmara Federal e passa a concentrar seu projeto político no retorno à Assembleia Legislativa do Maranhão, onde já atuou como deputada estadual. Nos bastidores, a movimentação é vista como uma estratégia do partido para fortalecer sua influência no legislativo estadual, tendo como objetivo futuro a disputa pela presidência da Casa.

Com isso, Aldir Júnior passa a ocupar o espaço deixado por Detinha na chapa federal, recebendo o apoio de importantes lideranças municipais e consolidando seu nome dentro do grupo político.

Rosana da Saúde deixa grupo de Braide e reforça pré-candidatura de Orleans Brandão

A vereadora Rosana da Saúde oficializou nesta semana seu apoio à pré-candidatura de Orleans Brandão ao Governo do Maranhão.

Com o movimento, a parlamentar rompe com o grupo político do ex-prefeito Eduardo Braide para integrar a base de Brandão na capital.

A articulação também garantiu ao pré-candidato o apoio de lideranças evangélicas da Grande Ilha.

A adesão é estratégica: fortalece o palanque de Orleans Brandão em São Luís e retira um quadro importante da órbita de influência da gestão municipal, consolidando uma nova frente de alianças na região metropolitana.

PL define Aldir Júnior para Federal; Detinha é cotada para retornar à Assembleia

O PL do Maranhão oficializou uma reestruturação estratégica para as eleições de 2026. A principal mudança é a indicação unânime do vereador Aldir Júnior como candidato a deputado federal, ocupando a vaga que seria de Detinha.

A deputada, por sua vez, será redirecionada para a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa do Maranhão, visando ampliar o controle do partido sobre o legislativo estadual.

O objetivo central é garantir a manutenção das cadeiras em Brasília e, simultaneamente, fortalecer a bancada na Alema, onde o partido projeta eleger até seis deputados. Com o suporte declarado de mais de 40 prefeituras, o núcleo político busca consolidar seu peso institucional

“Tá aí o presente deixado por Braide”: feirantes denunciam abandono no Mercado Central

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Feirantes do Mercado Central, em São Luís, denunciaram problemas enfrentados no local após a saída dos trabalhadores devido às obras de reforma realizadas no espaço.

Segundo relatos de comerciantes, a área teria passado a ser ocupada por pessoas em situação de rua, além de registrar episódios envolvendo consumo de drogas e situações consideradas preocupantes para quem trabalha e circula pelo mercado.

De acordo com ele, a expectativa era de que a reforma representasse melhorias para o mercado, mas a realidade é outra.