
O prefeito Eduardo Braide resolveu testar os limites do Judiciário. Em uma manobra ousada, a Procuradoria-Geral do Município ingressou com um pedido no Tribunal de Justiça (TJ-MA) para liberar R$ 22,2 milhões via crédito suplementar para o Carnaval 2026.
A justificativa – O prefeito alega que a festa é uma “necessidade urgente” e tenta equiparar a folia a áreas essenciais como Saúde e Educação.
O Carnaval como “Essencial”
Como a Lei Orçamentária Anual (LOA) segue travada na Câmara por falta de articulação política, a prefeitura opera sob o regime de duodécimos (parcelas mensais). Na petição, a Secretaria de Planejamento (Seplan) argumenta que esse modelo “engessa” a gestão, impedindo os pagamentos imediatos que o Carnaval exige.
O ponto que mais causa indignação é o argumento de Braide ao TJ-MA: ele pede que a autorização já concedida para suplementar verbas da Saúde e Educação seja estendida para a Cultura. Para a gestão, o impacto econômico e turístico do Carnaval justificaria tratar o evento com a mesma prioridade de um hospital ou de uma sala de aula.
Agora, o Tribunal de Justiça terá que decidir: o Carnaval de Braide realmente tem o mesmo peso jurídico que uma UTI ou uma escola.
Vamos aguardar…










