Arquivo mensais:fevereiro 2026

Braide quer “canetada” da Justiça para torrar R$ 22 milhões no Carnaval

Foto Reprodução

O prefeito Eduardo Braide resolveu testar os limites do Judiciário. Em uma manobra ousada, a Procuradoria-Geral do Município ingressou com um pedido no Tribunal de Justiça (TJ-MA) para liberar R$ 22,2 milhões via crédito suplementar para o Carnaval 2026.

A justificativa – O prefeito alega que a festa é uma “necessidade urgente” e tenta equiparar a folia a áreas essenciais como Saúde e Educação.

O Carnaval como “Essencial”

Como a Lei Orçamentária Anual (LOA) segue travada na Câmara por falta de articulação política, a prefeitura opera sob o regime de duodécimos (parcelas mensais). Na petição, a Secretaria de Planejamento (Seplan) argumenta que esse modelo “engessa” a gestão, impedindo os pagamentos imediatos que o Carnaval exige.

O ponto que mais causa indignação é o argumento de Braide ao TJ-MA: ele pede que a autorização já concedida para suplementar verbas da Saúde e Educação seja estendida para a Cultura. Para a gestão, o impacto econômico e turístico do Carnaval justificaria tratar o evento com a mesma prioridade de um hospital ou de uma sala de aula.

Agora, o Tribunal de Justiça terá que decidir: o Carnaval de Braide realmente tem o mesmo peso jurídico que uma UTI ou uma escola.

Vamos aguardar…

Câmara de São Luís pauta Orçamento de 2026 e PPA nesta quarta sob pressão judicial

Plenário da Câmara de São Luís

A Câmara Municipal de São Luís incluiu na ordem do dia da sessão ordinária desta quarta-feira (11) os projetos de lei que tratam do Orçamento de 2026 e do Plano Plurianual (PPA), duas das principais peças de planejamento da administração municipal. A movimentação ocorre em meio a cobranças do Judiciário e a um calendário legislativo apertado.

A expectativa é que as primeiras discussões e votações ocorram ainda nesta quarta, atendendo às determinações judiciais que exigem a apreciação da Lei Orçamentária Anual (LOA). O presidente da Casa, vereador Paulo Victor (PSB), já havia informado que o Legislativo adotou providências para cumprir as decisões judiciais relacionadas à tramitação da matéria.

A decisão mais recente foi da desembargadora Graça Amorim, do Tribunal de Justiça do Maranhão, que estabeleceu prazo de até quatro dias para que os vereadores analisassem o projeto do Orçamento. A medida aumentou a pressão sobre a Câmara e acelerou a inclusão das propostas na pauta do dia.

Apesar do avanço formal na tramitação, Paulo Victor ponderou que a votação deverá ocorrer dentro do prazo, mas destacou que a análise mais aprofundada das propostas ficará para o período pós-Carnaval, quando os vereadores terão melhores condições políticas e regimentais para debater o mérito e as prioridades contidas nas peças orçamentárias.

As sessões ordinárias da Câmara se encerram nesta quarta-feira (11), com início do recesso parlamentar até 23 de fevereiro.

Prefeitura foge de audiência; rodoviários podem cruzar os braços novamente em São Luís


Mais uma vez, o prefeito Eduardo Braide não colabora e foge do debate. Nessa segunda-feira (9), a Câmara Municipal de São Luís promoveu uma audiência pública para debater o transporte público da capital, e nenhum representante da Prefeitura compareceu.

Estiveram presentes representantes dos trabalhadores rodoviários, empresários do setor (SET) e da Agência de Mobilidade Urbana (MOB).

Apesar da convocação, nenhum representante do município de São Luís compareceu. “O que mais uma vez demonstra o desinteresse da Prefeitura em discutir soluções para o sistema de transporte público da capital”, frisou o sindicato dos rodoviários.

De acordo com a categoria, mediante acordo realizado durante reunião no Ministério Público, o pagamento dos trabalhadores deve ser realizado até hoje (10). Caso não seja efetuado, os rodoviários voltam a cruzar os braços nesta quarta-feira (11).

‘CANETAÇO’: Com “bênção” da Justiça, Braide atropela Câmara e libera R$ 128 milhões

Foto Ilustração / 

Em uma manobra política e jurídica de alta voltagem, o prefeito Eduardo Braide (PSD) aproveitou a calada da noite desta sexta-feira (06) para dar um “xeque-mate” na Câmara Municipal de São Luís. Utilizando uma decisão liminar obtida horas antes, a Prefeitura publicou uma edição extra do Diário Oficial, autorizando a movimentação de R$ 128.026.637,43. 

A decisão do juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, serviu como um verdadeiro alvará de soltura para o dinheiro público, permitindo que o Executivo desconsidere a mora legislativa e execute o orçamento de 2026 de forma provisória.

O Atropelo Institucional

O que se viu na noite desta sexta-feira foi o uso estratégico do Judiciário para “atropelar” o rito democrático. Ao alegar que a Câmara estava em “mora injustificada” com a Lei Orçamentária Anual (LOA), Braide obteve o direito de aplicar o Artigo 4º do projeto original enviado pela Prefeitura. Na prática, isso significa que o prefeito está governando com um orçamento que ele mesmo elaborou, sem as alterações ou a fiscalização dos representantes eleitos pelo povo.

Para tornar a manobra palatável à opinião pública, a gestão Braide utilizou os professores como escudo. Ao sancionar o reajuste de 16% para o magistério (Lei nº 7.812) no mesmo pacote de decretos milionários, o prefeito vinculou a urgência dos servidores à liberação de recursos para obras.

O argumento jurídico de “risco iminente” na folha de pagamento, cujo fechamento ocorre na próxima segunda-feira (09/02), foi o combustível perfeito para que a Justiça autorizasse a canetada noturna. Com isso, Braide neutraliza a oposição: quem questionar o método do “canetaço” será acusado de ser contra o aumento dos professores.

As Cifras do Canetaço

Dos R$ 128 milhões liberados “na surdina”, o volume mais expressivo não vai para a educação ou para a saúde, mas para a infraestrutura. Confira os valores das principais suplementações:

Foto Ilustração / Blog do Minard

“Anulação” de Verbas”

Um ponto que deve acender o alerta de órgãos de controle é a origem desses recursos. Parte do dinheiro (mais de R$ 46 milhões) veio da chamada “anulação parcial de dotação”. Em termos claros: o prefeito retirou verbas de outras áreas do orçamento para realocá-las nessas pastas.

A decisão judicial foi além da liberação de recursos. O juiz determinou a suspensão de qualquer outra votação na Câmara até que o Orçamento e o PPA sejam aprovados. A ordem configura uma espécie de “intervenção branca” no Legislativo, proibindo os vereadores de deliberar sobre qualquer outro assunto enquanto não se curvarem à peça orçamentária enviada pelo Palácio de La Ravardière.

AÍ É LOUCURA: Juiz rasga o mandato dos 31 vereadores e libera cofre da cidade para Braide

Foto Reprodução

Em decisão publicada nas últimas horas desta sexta-feira (6) o Poder Judiciário do Maranhão decidiu rasgar de vez a autonomia da Câmara Municipal de São Luís. O juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, concedeu tutela de urgência autorizando o prefeito Eduardo Braide a tocar o que bem entender no orçamento da capital, diante da “mora legislativa injustificada” da Casa.

O imbróglio começou quando o Executivo enviou, em agosto de 2025, as propostas do Plano Plurianual (PPA 2026-2029) e da Lei Orçamentária Anual (LOA 2026), que até agora estavam paradas na Câmara.

Na prática, a decisão judicial deu a Braide a chave de prata do cofre da cidade, permitindo que ele abrisse créditos suplementares e implantasse imediatamente o reajuste salarial do magistério, retroativo a 1º de janeiro de 2026, sem precisar do carimbo ou da aprovação dos vereadores.

A medida é acompanhada de advertências severas: o presidente da Câmara, Paulo Victor, se descumprir a ordem pode pagar multa diária de R$ 10 mil, além de responder por improbidade administrativa e crime de desobediência.

O juiz foi categórico: “A intervenção judicial revela-se como extrema ratio necessária quando a omissão legislativa obstaculiza a concretização de direitos fundamentais e o cumprimento de deveres constitucionais impostos ao Executivo”.

A decisão também determinou que qualquer outra proposta legislativa fique suspensa até que o PLOA e o PPA sejam votados.

Licitação de R$ 13,8 milhões em Imperatriz é questionada no TCE; valor real seria de R$ 4,6 milhões

Prefeito Rildo Amaral

Uma licitação da Prefeitura de Imperatriz, estimada em R$ 13,8 milhões, passou a ser alvo de acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) após representação protocolada pela CWB Energia Solar Eireli. Segundo a empresa, o valor real de mercado para a execução do objeto não ultrapassaria R$ 4,6 milhões, o que indicaria um sobrepreço milionário e risco concreto de dano ao erário.

A representação foi apresentada no âmbito da Concorrência Eletrônica nº 001/2026, que trata do registro de preços para manutenção, adequação e fornecimento de equipamentos de sistemas de geração de energia solar fotovoltaica destinados à Secretaria Municipal de Educação. No pedido encaminhado ao TCE-MA, a empresa solicita que o Tribunal atue de forma preventiva, suspenda o certame e acompanhe o caso diante da gravidade das inconsistências apontadas.

De acordo com a CWB Energia Solar, o edital apresenta falhas estruturais de planejamento, ausência de projeto técnico e memorial de cálculo, além de incompatibilidades graves entre o Termo de Referência e a planilha orçamentária. Essas falhas, segundo a representação, inviabilizam a formulação de propostas exequíveis e comprometem o julgamento objetivo da licitação.

A empresa também sustenta que o orçamento estimado, fixado em aproximadamente R$ 13,8 milhões, não foi precedido de pesquisa de preços idônea e estaria cerca de três vezes acima do valor praticado no mercado, que giraria em torno de Licitação de R$ 13,8 milhões em Imperatriz é questionada no TCE; valor real seria de R$ 4,6 milhões para serviços equivalentes. Para a representante, essa discrepância evidencia violação aos princípios da economicidade e da eficiência, previstos na Constituição Federal e na Lei nº 14.133/2021.

 Também foi questionada a adoção do Sistema de Registro de Preços para um objeto específico, não padronizado e unitário, o que, segundo a empresa, afronta a legislação vigente.

A CWB Energia Solar pediu ao Tribunal de Contas que acompanhe o certame, conceda medida cautelar para suspensão imediata da licitação e determine a correção integral do edital ou, alternativamente, sua anulação. O caso agora está sob análise do TCE-MA, que poderá adotar providências para evitar prejuízos aos cofres públicos e garantir a legalidade da contratação.

Ônibus urbanos permanecem parados mesmo após decisão do TRT

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Mesmo após a decisão que encerraria oficialmente a greve dos ônibus, os rodoviários do sistema urbano de São Luís não retomaram as atividades na manhã desta sexta-feira (6). Apenas os ônibus semiurbanos estão circulando, e ainda assim sem entrar nos terminais de integração.

A expectativa era de normalização do transporte público após o anúncio do fim da paralisação. Uma decisão anunciada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA) determinou para os rodoviários do sistema urbano a aplicação do mesmo reajuste salarial concedido aos do semiurbano, ou seja, 5,5%. Com isso, a categoria passaria a ter aumento de R$ 151 no salário e pouco mais de R$ 40 no tíquete-alimentação.

Ônibus semiurbanos rodam, mas não entram nos terminais

Sem a entrada dos semiurbanos nos terminais, passageiros enfrentam dificuldades para fazer integração e vivem um clima de incerteza ao sair de casa, sem garantia de conseguir completar o trajeto até o destino final.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre o horário ou as condições para a retomada total do serviço no sistema urbano da capital maranhense. A greve chega hoje ao oitavo dia.

URGENTE – Desembargador determina fim da greve do transporte urbano em São Luís

O vice-presidente e corregedor do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (Maranhão), desembargador Gerson de Oliveira Costa Filho, determinou, por meio de liminar, o fim da greve do transporte urbano, com retomada imediata e regularização do serviço de transporte público.

 

Na decisão, o desembargador determinou que a Prefeitura de São Luís conceda aos trabalhadores do transporte urbano os mesmos benefícios já concedidos ao sistema semiurbano, que retornou da greve desde ontem após acordo com o Governo do Estado.

 

A liminar assegura reajuste salarial de 5,5% aos trabalhadores, além da manutenção do plano de saúde, do seguro de vida e do plano odontológico.

 

O magistrado destacou ainda que, durante todo o impasse, a gestão do prefeito Eduardo Braide não apresentou proposta concreta, não respondeu adequadamente e não demonstrou motivação efetiva para resolver o conflito, o que motivou a intervenção judicial.

 

Posicionamento do sindicato

 

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários, Marcelo Brito, informou que tomou conhecimento da decisão judicial, confirmou que o desembargador determinou a concessão do reajuste e dos benefícios, mas ressaltou que irá se reunir e conversar com a categoria. A entidade afirmou que aguardará a deliberação dos trabalhadores para definir os próximos passos.

 

A decisão judicial impõe, portanto, que o prefeito Eduardo Braide cumpra imediatamente a determinação, aplicando ao transporte urbano o mesmo reajuste e benefícios concedidos ao semiurbano, garantindo a normalização do serviço à população.

Nova audiência hoje tenta encerrar greve de ônibus em São Luís; semiurbanos voltam a circular

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Uma nova audiência de conciliação ocorre nesta quinta-feira (5), às 9h, no Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA), para tentar encerrar a greve dos rodoviários em São Luís.

Os ônibus do sistema semiurbano voltaram a circular após paralisação momentânea na manhã de quarta-feira (4).

O retorno aconteceu depois de acordo que previa reajuste salarial de 5,5%, mas parte da categoria ainda rejeitou o índice e protestou com nova paralisação curta.

Enquanto isso, os terminais de integração permanecem fechados, obrigando passageiros a embarcar e desembarcar nas ruas. A situação tem gerado transtornos à população, principalmente para quem depende da integração e precisa pagar mais de uma passagem.

O Ministério Público do Trabalho acompanha as negociações, que agora podem incluir decisões sobre reajustes, benefícios e circulação mínima da frota

Justiça do MA limita preços de apps durante greve de ônibus em São Luís

A Justiça do Maranhão determinou que Uber e 99 limitem os preços das corridas durante a greve dos rodoviários na Grande São Luís.

 

A decisão do juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, atendeu a pedido do Procon-MA após denúncias de aumentos considerados abusivos.

 

Com a paralisação do transporte público iniciada na sexta-feira (30), usuários ficaram dependentes dos aplicativos e enfrentaram tarifas acima da média, comprometendo até recursos destinados à alimentação, segundo o órgão.

 

A liminar obriga as plataformas a manterem os valores na média dos 30 dias anteriores à greve, apresentar em cinco dias relatório sobre o cálculo do preço dinâmico e informar claramente o valor final antes da confirmação da corrida. Em caso de descumprimento, cada empresa poderá ser multada em R$ 50 mil por dia, revertidos ao Fundo Estadual de Direitos Difusos.

 

O magistrado ressaltou que o Código de Defesa do Consumidor proíbe aumentos sem justificativa e que a cobrança acima do habitual, sem transparência, configura prática abusiva, especialmente em um cenário em que a população depende dos aplicativos para deslocamentos essenciais.

 

As empresas têm 15 dias para contestar, e o Ministério Público será intimado para fiscalizar o cumprimento da decisão.