Arquivo mensais:novembro 2025

MP e Sefaz desmontam esquema que fraudava combustíveis e ocultava receitas em cidades do MA

Ministério Público do Estado do Maranhão, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (GAESF/MPMA), em parceria com a Secretaria de Estado da Fazenda (SEFAZ/MA), deflagrou, na manhã desta terça-feira, 25, a Operação Verus, com o objetivo de desarticular um complexo esquema criminoso envolvendo sonegação fiscal, adulteração de combustíveis e a atuação de uma organização criminosa que simulava legalidade enquanto praticava graves irregularidades no setor de derivados de petróleo.

A operação conta também com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO/MPMA), além do suporte técnico do Instituto de Criminalística do Maranhão (ICRIM), da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e do Instituto Combustível Legal (ICL).

Nesta primeira fase, as fiscalizações e diligências estão concentradas nos postos de revenda de combustíveis localizados em São Luís, Imperatriz, Caxias e Timon, onde foram identificadas diversas irregularidades graves, entre elas:

  • – Venda de combustíveis sem autorização da ANP;
  • – Compras e revendas com fortes indícios de fraude fiscal e movimentações incompatíveis com a capacidade operacional declarada;
  • – Suspeita de revenda de gasolina adulterada, com risco direto ao consumidor;
  • – Uso de maquininhas de cartão de crédito e débito registradas em nome de empresas diferentes dos próprios postos, prática que indica possível ocultação de receitas e desvio das vendas para terceiros.

NOME DA OPERAÇÃO

O nome “Verus”, que em latim significa “verdadeiro” e “autêntico”, foi escolhido para representar a essência da operação: revelar a verdade oculta por trás de estruturas empresariais que aparentavam regularidade, mas estavam envolvidas em manipulação de notas fiscais, fraudes tributárias, fluxos fictícios de abastecimento, movimentações clandestinas e adulterações de combustíveis que afetam diretamente o mercado e a arrecadação pública.

A denominação simboliza a ruptura com a aparência, desmascarando uma rede organizada que operava sob fachadas formais, ao mesmo tempo em que promove o restabelecimento da verdade fiscal e econômica por meio da identificação de ilícitos, da análise pericial de materiais, da verificação de conformidade regulatória e da investigação de movimentações financeiras suspeitas.

MPA suspende 35,7 mil licenças de pesca, incluindo no MA, por suspeita de fraude

Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) publicou a Portaria nº 582/2025 determinando a suspensão de 35.750 licenças de pescadores e pescadoras profissionais em todo o país, incluindo registros do Maranhão. A decisão segue o artigo 25 da Portaria nº 127/2023 e foi tomada após a identificação de indícios de fraude no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP).

Com a suspensão, os profissionais perdem temporariamente todos os direitos vinculados à inscrição no RGP e à atuação legal na pesca profissional. A portaria passa a valer no dia 1º de dezembro de 2025.

Os pescadores afetados poderão apresentar recurso administrativo no prazo de 30 dias corridos a partir da vigência da medida. Para isso, deverão encaminhar a documentação exigida pelo MPA, a fim de comprovar a regularidade dos registros.

O Ministério não detalhou quais foram os indícios de fraude identificados, mas informou que a medida integra um processo de auditoria e revisão cadastral para reforçar a segurança e a integridade do sistema pesqueiro nacional

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VOTAÇÃO ENCERRADA: IRACEMA 10 X 0 OTHELINO; STF CONFIRMA REELEIÇÃO DE VALE NA ALEMA

Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a reeleição da deputada estadual Iracema Vale para a presidência da Assembleia Legislativa do Maranhão, nesta segunda-feira (24), encerrando a disputa jurídica que envolvia o comando da Casa. O julgamento ocorreu no plenário virtual e aguardava apenas a manifestação do presidente do STF, ministro Edson Fachin.

 

Na última terça-feira (18), o ministro Luiz Fux divulgou seu voto e consolidou o placar de 9 a 0 a favor da manutenção da recondução. A ação havia sido proposta por parlamentares da oposição, que questionavam o processo interno que reconduziu Iracema ao comando da Alema.

 

A relatora, ministra Cármen Lúcia, havia votado em março pela improcedência do pedido, entendimento seguido por Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Nunes Marques, André Mendonça, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux.

 

Com o placar definido, o STF reforça que não houve irregularidades que pudessem anular a eleição interna da Assembleia.

 

Nos bastidores, a decisão é vista tanto como um revés para a oposição — cuja ofensiva jurídica não encontrou respaldo na Corte — quanto como um reforço à posição institucional de Iracema Vale, consolidando sua liderança e garantindo estabilidade à Assembleia Legislativa do Maranhão.

 

Relembre

 

A disputa pela presidência da Assembleia Legislativa, realizada em novembro de 2024, terminou em um fato incomum: um empate absoluto. Iracema Vale e Othelino Neto receberam 21 votos tanto no primeiro quanto no segundo turno da eleição. Diante da igualdade, prevaleceu o critério de maior idade previsto no regimento interno, o que garantiu a vitória de Iracema Vale. A ala de oposição, porém, passou a questionar o desfecho e levou o caso ao STF.

Greve da 1001 completa 11 dias e pressiona Prefeitura em meio a impasse na Justiça

A paralisação dos rodoviários da empresa 1001 chegou ao 11º dia nesta segunda-feira (24) e segue sem qualquer avanço concreto. Motoristas e cobradores continuam concentrados na garagem, em São Luís, à espera do pagamento dos salários atrasados — estopim da crise que já afeta milhares de usuários do transporte público.

Na última sexta-feira (21), o Sindicato dos Rodoviários (Sttrema) decidiu elevar a pressão sobre o sistema e notificou todas as empresas para que regularizem imediatamente os vencimentos, conforme a Convenção Coletiva.

O sindicato deu 72 horas úteis para os pagamentos, prazo que se encerra nesta quarta-feira (26). Se não houver quitação, o Sttrema já anunciou que vai deflagrar uma greve geral em todo o transporte público da capital.

A gestão Eduardo Braide tenta, agora no 2º grau do TRT-16, autorização para depositar o subsídio destinado aos rodoviários. A primeira tentativa — feita na 5ª Vara do Trabalho — foi barrada depois que a juíza Noélia Maria Cavalcanti considerou o caso de competência exclusiva do Tribunal Regional, já que envolve greve, liminares e efeitos do dissídio coletivo.

Com isso, o Município ficou impedido de efetivar o depósito de cerca de R$ 2 milhões que diz ter reservado para aliviar a crise. A decisão deixou a Prefeitura sem alternativa imediata, expondo mais um entrave jurídico e político no enfrentamento da paralisação.

Em nota, a SMTT afirma que acompanha as negociações entre empresários e trabalhadores e que, enquanto houver empresas paradas, continuará oferecendo corridas por aplicativo gratuitas para a população.

Veja a íntegra da nota da SMTT

“A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) informa que o Município de São Luís ajuizou novo pedido de consignação em pagamento na Justiça do Trabalho, desta vez junto ao 2° grau, e aguarda apenas a autorização judicial para realizar o depósito de valores do subsídio para pagamento de parcelas em atraso aos trabalhadores. A prefeitura acompanha as tratativas entre trabalhadores e empresários de ônibus e informa que, enquanto houver empresas paralisadas, continuará disponibilizando corridas por aplicativo gratuitas para a população.”

STF decide hoje se mantém a prisão preventiva de Bolsonaro

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia, nesta segunda-feira (24), o julgamento que decidirá se mantém a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decretada no último sábado (22) pelo ministro Alexandre de Moraes. A análise ocorre no plenário virtual, entre 8h e 20h, em sessão convocada pelo presidente do colegiado, ministro Flávio Dino.

Além de Dino e Moraes, participam da votação as ministras Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. A tendência é de decisão unânime pela manutenção da prisão, sobretudo após a saída do ministro Luiz Fux da Primeira Turma — ele migrou para a Segunda Turma no fim de outubro, deixando o grupo com um perfil mais alinhado nas decisões envolvendo o ex-presidente.

Bolsonaro foi preso na manhã de sábado e conduzido a uma cela especial na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Na decisão que embasou o decreto de prisão, Moraes apontou dois fatores considerados graves: a convocação de uma vigília por parte do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que poderia incitar novos atos antidemocráticos; e a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica, registrada por meio de alarme e confirmada por investigadores.

A medida, segundo o STF, visa impedir risco de fuga e garantir a efetividade das investigações. Não se trata ainda do início do cumprimento da pena à qual Bolsonaro foi condenado — 27 anos e 3 meses de prisão pelos crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado.

A defesa do ex-presidente tem até esta segunda-feira para apresentar o último recurso cabível dentro da Corte. Apenas após a rejeição desse pedido é que a pena começará, de fato, a ser executada.

Justiça condena ex-secretária e ex-vereador por esquema de desvio do Fundeb em Apicum-Açu

 

Após ação proposta pelo Ministério Público Federal (MPF), a ex-secretária de Finanças do município de Apicum-Açu (MA), Lindalva de Jesus Costa Gonçalves, e o ex-vereador, Heraclio Ory de Sousa Neto, foram condenados por desvio de verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Entre setembro e outubro de 2008, a ex-secretária emitiu dois cheques bancários da conta do Fundeb e os repassou ao ex-vereador, sem qualquer vínculo contratual ou justificativa legal. Proposta pelo MPF na 5ª Vara Cível da Justiça Federal no Maranhão, em São Luís, a ação baseou-se em relatórios detalhados de uma auditoria realizada em 2009 pela Controladoria-Geral da União (CGU) para analisar o uso das verbas do Fundeb destinadas ao município de Apicum-Açu.

De acordo com os relatórios, foram realizados saques em espécie, na “boca do caixa”, e emitidos cheques sem respaldo legal, incluindo os dois nominais de R$ 139.750,00 destinados ao ex-vereador, sem que houvesse contratos, notas fiscais ou prestação de serviços.

A investigação do MPF concluiu que a ex-secretária de Finanças era responsável pela emissão dos cheques, sendo autora da assinatura e repasse ao ex-vereador, que utilizou parte do valor (R$ 72.250,00) para quitar dívidas pessoais.

O ex-prefeito Benonil da Conceição Castro também estava envolvido nas irregularidades (assinando cheques e sacando valores na boca do caixa), mas foi excluído do processo devido a seu falecimento em 2014. Em relação aos saques diretos na “boca do caixa”, a Justiça não impôs condenação, aplicando a nova Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 14.230/2021), que exige prova de intenção de desvio e dano efetivo. Nesse ponto específico, a Justiça entendeu não haver prova suficiente de apropriação de todos os valores pelos réus ou qual foi o seu destino final.

Condenação – A Justiça Federal condenou a ex-secretária e o ex-vereador, individualmente, ao ressarcimento integral e ao pagamento de multa civil equivalente ao valor desviado (R$ 139.750,00), além da perda da função pública exercida na atualidade. O ex-vereador teve os direitos políticos suspensos por 10 anos e a ex-secretária por 8 anos. Ambos estão proibidos de contratar com o poder público pelos mesmos prazos.

Câmara pressiona Braide e convoca audiência para discutir colapso no transporte de São Luís

Em meio ao agravamento da crise no transporte público de São Luís, a Câmara Municipal decidiu assumir o debate que a Prefeitura insiste em postergar. No dia 24 de novembro, às 14h, o plenário será palco de uma audiência pública provocada pelo Coletivo Nós (PT), após motoristas das empresas Expresso Marina e 1001 chegarem ao sexto dia de paralisação, escancarando o colapso do sistema.

 

O co-vereador Jhonatan Soares reforça que o movimento não é uma greve geral, mas uma interrupção localizada causada pelo não pagamento de salários, demissões em massa e direitos trabalhistas ignorados. Mesmo assim, a paralisação prolongada já se tornou um alerta político evidente: a crise no transporte deixou de ser pontual e passou a ser estrutural.

 

Para forçar respostas, Jhonatan anunciou a convocação do secretário da SMTT, Maurício Itapary; do diretor do SET, Paulo Pires; do presidente do STTREMA, Marcelo Brito; e de representantes das empresas. Todos terão de explicar à população por que o impasse se arrasta sem qualquer solução encaminhada.

 

“Até agora, nenhuma resposta definitiva sobre essa paralisação”, criticou o parlamentar, em recado direto à gestão municipal.

 

A audiência terá transmissão ao vivo pelo canal oficial da Câmara no YouTube.

Expresso Marina entra em greve, agrava crise no transporte público; Braide se recusa a liberar subsídio

 

 

A crise no transporte público de São Luís ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (17), quando rodoviários do Expresso Marina também cruzaram os braços por atraso salarial. Com isso, duas empresas do sistema — a 1001 e a Marina — estão paralisadas, aprofundando o colapso na mobilidade da Grande São Luís e ampliando a pressão sobre a gestão de Eduardo Braide.

 

A 1001, que já estava parada desde sexta-feira (14), afirma que os salários e benefícios não foram pagos porque a Prefeitura deixou de repassar o subsídio previsto em lei e em acordos judiciais. A paralisação da empresa atinge diretamente ao menos 15 bairros, que seguem sem atendimento regular desde o fim da semana passada.

 

Neste sábado (15), o prefeito Eduardo Braide declarou que não fará o repasse integral do subsídio, alegando que as empresas não estão operando com 100% da frota. A decisão foi recebida como mais um elemento de tensão num sistema já desgastado, uma vez que a operação total da frota raramente é observada na capital. Filas extensas, longas esperas e ônibus sucateados fazem parte da rotina dos usuários há anos.

 

Mesmo com o aumento do caos no transporte, a Prefeitura ainda não avançou nas medidas estruturais anunciadas. A nova licitação do sistema, aprovada pela Câmara no início do ano e apresentada como solução definitiva para o setor, não saiu do papel. Tampouco houve qualquer movimento para uma intervenção direta nas empresas, alternativa que colocaria o município no comando temporário da operação.

 

Em vez de enfrentar o problema na origem, Braide recorreu novamente a medidas paliativas. Para o segundo dia do Enem, neste domingo (16), anunciou transporte por aplicativo para estudantes — uma solução que, embora midiática, depende de um serviço sabidamente instável em dias de alta demanda, sujeitos a congestionamentos, tarifas elevadas e falhas de conectividade.

 

Com duas empresas paradas e bairros inteiros sem ônibus, a população segue penalizada por um impasse que poderia ter sido previsto pela gestão. A disputa entre Prefeitura e empresários, somada à ausência de ações estruturantes, transformou a crise do transporte em mais um foco de desgaste político para o prefeito em pleno fim de semana de prova nacional

Coaf identifica suspeita de desvio em federação comandada pelo deputado Edson Araújo

Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) detectou movimentações financeiras suspeitas em entidades ligadas ao setor pesqueiro que envolvem diretamente o deputado estadual Edson Cunha de Araújo (PSB-MA), segundo reportagem da Revista Oeste.

 

Principais pontos da investigação

 

De acordo com os relatórios do Coaf, entre maio de 2023 e maio de 2024, Edson Araújo, que é presidente licenciado da Federação de Pescadores do Maranhão (Fecopema), recebeu R$ 5,4 milhões em repasses de sua própria federação — valores considerados “fora do padrão”.

 

O foco da investigação inclui a Confederação Brasileira dos Pescadores e Aquicultores (CBPA), que, segundo o Coaf, movimentou R$ 410 milhões em uma única conta entre maio de 2024 e maio de 2025 — muito acima do que havia sido declarado.

 

Há indícios de que parte desses valores tenha sido redirecionada para empresas de fachada, como a Home Staff (sediada em São Paulo), para a Titanium Pay e para a Arpar Administração Participação.

 

O Coaf aponta ainda que tais transações podem configurar lavagem de dinheiro, já que o tipo e a frequência das operações não correspondem ao perfil operacional dessas empresas.

 

Outros elementos da rede

 

A Arpar Administração é citada como possível instrumento para ocultação de valores.

 

A CBPA também emitiu notas fiscais para empresas como a Pagglo Serviços Financeiros Digitais (e-book) e uma gráfica — somando cerca de R$ 14 milhões em três anos.

 

Em colônias de pesca pelo Brasil, como no Amapá e no Pará, foram registradas movimentações atípicas: no Amapá, por exemplo, depósitos de centenas de milhares de reais foram feitos na conta de uma dirigente que, por sua vez, usou o dinheiro para pagar despesas pessoais.

 

Além disso, a investigação coincide com outras denúncias no setor: o INSS estaria pagando seguro-defeso (benefício para pescadores) a registros de pescadores questionáveis, e auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) já apontaram quase 50 mil cadastros sem comprovação de atividade pesqueira no Maranhão.

 

CPMI do INSS: Edson Araújo é convocado

 

A CPMI do INSS aprovou sua convocação como investigado e autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal. No âmbito da Operação Sem Desconto, deflagrada na última quinta-feira (13), a PF apreendeu uma grande quantia em dinheiro vivo na residência do parlamentar.

 

O agravamento do caso levou o PSB a abrir um processo disciplinar contra Araújo, depois de ele ter ameaçado o vice-presidente da própria CPMI, deputado Duarte Júnior (PSB-MA).

PF mira grupos políticos por fraude no sistema eleitoral e cumpre mandados em São Luís e Ribamar

Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (14/11), a Operação Privillegium, com a finalidade de desarticular um esquema delitivo voltado à corrupção de funcionário público e a transferências fraudulentas de eleitores por meio da inserção de dados falsos em sistema da Justiça Eleitoral nas cidades de São Luís/MA e São José de Ribamar/MA.

Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Eleitoral no Maranhão.

A ação tem por objetivo aprofundar investigação policial iniciada após comunicação da Corregedoria-Geral do TRE/MA sobre irregularidades ocorridas em um posto de atendimento em São Luís, onde era realizado o registro de eleitores do interior do Estado no sistema do Tribunal.

A apuração identificou indícios iniciais sobre a existência de negociações efetivadas entre grupos políticos interessados e um ex-funcionário colaborador do TRE/MA, nas quais era combinado o pagamento de valores ao servidor em troca da inserção de documentos e dados possivelmente falsos de eleitores no sistema informatizado da Justiça Eleitoral.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistemas de informação e associação criminosa.