
prefeito de Santa Inês, Felipe dos Pneus, acumula uma sequência de investigações e se vê, mais uma vez, no centro do radar dos órgãos de controle. Após ser alvo de operações da Polícia Federal, do GAECO e de diversas ações do Ministério Público, o gestor agora enfrenta uma nova investigação do MP por supostas irregularidades ligadas à Lei de Responsabilidade Fiscal.
Recentemente, ele também foi um dos alvos da Operação Lei do Retorno 2.0, que apura possíveis desvios de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB). Durante as buscas, a Polícia Federal informou que o prefeito escondeu um celular no vaso sanitário, mas o dispositivo foi recuperado pelos agentes.
Agora, Felipe, mais imerso em investigações do que em gestão, está na mira da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Santa Inês, que instaurou um inquérito civil para apurar se o município está respeitando os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) nos gastos com pessoal do Executivo.
A medida decorre da Notícia de Fato nº 007/2025-1ªPJSI, recebida em março, que apontou que, no 3º quadrimestre de 2024, os gastos com pessoal alcançaram 58,6% da Receita Corrente Líquida, ultrapassando tanto o limite prudencial de 51,3% quanto o teto legal de 54%.
O procedimento, conduzido pela promotora Larissa Sócrates de Bastos, prevê a notificação do prefeito para apresentação de defesa e entrega de documentos em até 10 dias úteis. Estão previstas ainda consultas ao Tribunal de Contas do Estado e comunicação à Câmara Municipal, considerando que a conduta pode configurar infração político-administrativa, inclusive com possibilidade de cassação do mandato.
Ao final das apurações, o inquérito poderá resultar em ação civil pública, termo de ajustamento de conduta, acordo de não persecução cível ou até arquivamento, a depender das conclusões do Ministério Público










